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Stock Car e o automobilismo brasileiro

Stock Car

Neste último fim de semana, a Stock Car Brasil realizou a segunda etapa do campeonato brasileiro culminando com a vitória de Ricardo Maurício, da equipe WA Mattheis, seguido de Marcos Gomes, da Medley, e Rodrigo Sperafico, da Terra Avalone, completando o pódio.

A corrida em si, foi de uma chatice só, com algumas disputas de posições na largada e, copiada da Fórmula 1, disputa nos boxes.

A Stock, que já não era grande coisa, fez a maior burrada do mundo ao impor essa regra do reabastecimento. Afinal, se o piloto pode ganhar várias posições com as paradas nos boxes, para que se arriscar durante a prova para conquistar uma só?

O velho Shummy fez isso várias vezes e todos lembram como a Fórmula 1 ficou um saco assim.

A Stock tinha tudo para ser uma categoria de respeito no mundo e com um nível de competição acima da média. Bastava liberar as montadoras para fazer um verdadeiro campeonato de marcas competitivo.

Se fosse para investir só nas bolhas que, pelo menos, as fábricas fornecessem um suporte técnico para as equipes.

O que vemos hoje é uma categoria que vive das receitas de patrocínios de fábricas de remédios genéricos e da fama de ex-pilotos de F1 e F-Indy. Isso tudo por conta da visibilidade que a principal emissora do país fornece para todos.

Infelizmente, por conta disso, outras categorias nacionais estão definhando, ficando apenas com as migalhas fornecidas pelos pouquíssimos patrocinadores e com a paixão de poucos que acreditam nestas categorias.

A Stock tinha (ou ainda tem, quem sabe) tudo para revolucionar o automobilismo brasileiro, mas, até agora, só está ajudando a extingui-lo.

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